Perspectiva Decolonial

Praça Claudio Manoel (Mariana)

Nas engrenagens do racismo: quem tem direito à memória?

Começo utilizando a categoria engrenagem para me referir ao racismo, por considerar, antes de tudo, suas dimensões tecnológicas e estruturais. No que tange à técnica, a raça e, por conseguinte, o racismo operam na fabricação, articulação e disseminação de valores,

violência mulher

A violência de gênero não é uma epidemia

Nos últimos dias fomos atravessados por inúmeros casos de violência contra mulheres. As múltiplas formas de violação — da violência sexual à letalidade — revelam que as assimetrias de gênero, enquanto sistema de organização, exclusão e tipificação injuriosa de corpos,

abuso

Uma criança não pode ser esposa: É vítima

Recentemente, um homem de 35 anos foi absolvido por dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais diante de acusação referente ao crime de estupro de vulnerável. O acusado mantinha uma suposta “relação conjugal” com uma criança — repito:

Quem tem medo do corpo negro?

Com frequência, ouvimos que nossos corpos são políticos. Essa é uma afirmação verdadeira, pois entendemos que no corpo estão inscritas as formas de poder que definem legitimidade e ilegitimidade, presença e ausência, no que diz respeito à humanidade. Há, sobre

Mulher é investigada por injúria racial contra casal de SP em prédio de BH:

Quem, de fato, é nojento?

No último dia 28, um casal de São Paulo sofreu ataques racistas em um prédio no centro de Belo Horizonte. Eneida Aparecida Gusmão e Fábio dos Santos Bouças — a quem direciono minha total solidariedade — foram atacados por uma

ciseterobrutalidade

Quanto valem vidas precarizadas?

As recentes e brutais execuções de Alice Martins Alves e Christina Maciel Oliveira, em Belo Horizonte, evidenciam que a morte continua a ser preanunciada como destino para corpos que desestabilizam as normas hegemônicas e excludentes de gênero. Alice, mulher trans

O “Farrapo Humano”: a letalidade como mecanismo de poder

Categorias como “luto” e “morte” são apresentadas por diversas lentes. Interessa-nos, nesse amplo campo de possibilidades interpretativas, analisar seu caráter público, que, inclusive, se articula à produção e constituição de outra premissa genuinamente política: uma vida legítima. Trata-se, nesse prisma,

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