Perspectiva Decolonial

Quem tem medo do corpo negro?

Com frequência, ouvimos que nossos corpos são políticos. Essa é uma afirmação verdadeira, pois entendemos que no corpo estão inscritas as formas de poder que definem legitimidade e ilegitimidade, presença e ausência, no que diz respeito à humanidade. Há, sobre

Mulher é investigada por injúria racial contra casal de SP em prédio de BH:

Quem, de fato, é nojento?

No último dia 28, um casal de São Paulo sofreu ataques racistas em um prédio no centro de Belo Horizonte. Eneida Aparecida Gusmão e Fábio dos Santos Bouças — a quem direciono minha total solidariedade — foram atacados por uma

ciseterobrutalidade

Quanto valem vidas precarizadas?

As recentes e brutais execuções de Alice Martins Alves e Christina Maciel Oliveira, em Belo Horizonte, evidenciam que a morte continua a ser preanunciada como destino para corpos que desestabilizam as normas hegemônicas e excludentes de gênero. Alice, mulher trans

O “Farrapo Humano”: a letalidade como mecanismo de poder

Categorias como “luto” e “morte” são apresentadas por diversas lentes. Interessa-nos, nesse amplo campo de possibilidades interpretativas, analisar seu caráter público, que, inclusive, se articula à produção e constituição de outra premissa genuinamente política: uma vida legítima. Trata-se, nesse prisma,

casal negro

UBUNTU: os caminhos para a produção ético-política do nós

A construção da identidade se apresenta como uma das questões mais relevantes quando discutimos perspectivas antirracistas, justamente porque a raça e seu filho dileto, o racismo, atuam na desarticulação de qualquer possibilidade de afirmação da humanidade. Por meio de múltiplos

A morte como ferramenta política

As mortes de Guilherme Dias Santos Ferreira e Fernando Vilaça da Silva revelam como o racismo e a ciseterobrutalidade operam como sistemas políticos que não apenas regulamentam a experiência social, mas também determinam como — e quais — vidas podem

palestina

Um novo humanismo: recusa da legalidade do terror

O genocídio que se instala na Palestina revela como o desprezo pela humanidade e pelos corpos posicionados como matáveis se torna uma etiqueta política. Esse conflito evidencia como a fronteira entre humanidade e desumanidade é constituída para retroalimentar uma política

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