Exame de Ordem e Planejamento de Carreira

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Há duas semanas, comentei nos stories do meu Instagram (@advanapedrosa) sobre o medo da reprovação no Exame de Ordem. Dada a importância do diálogo, ainda que digital, decidi escrever sobre isso na coluna de hoje.

Recebi uma mensagem de uma seguidora que dizia estar com dificuldades de concentração, especialmente em razão do medo de sair de uma posição de estudante/estagiária para uma posição de desempregada. Esse pensamento é mais comum do que se imagina. Entretanto, é necessário traçar algumas estratégias para serem adotadas após Exame de Ordem.

Primeiramente, deve-se pensar em dois cenários: o cenário após uma aprovação e após uma reprovação. Assim, mapeia-se quais profissões e carreiras podem ser exercidas apenas com o bacharelado e quais delas dependem exclusivamente da Carteira de Advogado.

No que se refere a possibilidade de atuação sem o cadastramento junto à OAB, a figura do estágio de Pós-Graduação tem sido amplamente divulgada e adotada por órgãos públicos e entidades privadas. O serviço, na maior parte das vezes, consiste em dar auxílio jurídico em elaboração de minutas, pareceres e pesquisas jurisprudenciais. A procura é ampla por quem almeja um cargo público e não pode se dedicar aos estudos de forma exclusiva, uma vez que a carga horária não costuma ultrapassar seis horas diárias e o salário supera o salário mínimo nacional.

Ressalte-se que, em grande parte dos órgãos públicos, é necessário apenas cursar a especialização. A maioria não faz distinção entre qual instituição o curso é ofertado. O que auxilia no êxito de processos seletivos. Afinal, como se sabe, as Pós com parcela única têm ganhado o mercado.

Além do mais, processos seletivos de trainee também devem ser considerados. O cargo se refere a um treinamento interno de profissionais. É comum que as atividades não sejam vinculadas a uma área específica, pelo contrário, a rotatividade de áreas e funções é essencial para a desenvoltura do cargo. A maior parte das empresas solicitam que os interessados estejam nos períodos finais da graduação ou sejam recém-formados. Portanto, o único requisito é a conclusão de curso superior. Em que pese ser um concurso mais amplo, em que não se é exigido apenas diploma de Direito, já se visualiza escritórios de advocacia com processos seletivos dessa modalidade.

Não se pode deixar de lembrar da presença de concursos públicos voltados ao nível superior e que não dependem da comprovação de prática jurídica, como concursos de analistas jurídicos e carreiras policiais. Veja se você se adapta a algumas dessas oportunidades e inicie sua preparação.

Nos tribunais também há a presença de mediadores e conciliadores, o que pode ofertar bons frutos. Apesar de, na maioria das vezes, não ser uma atividade remunerada, a função auxilia no desenvolvimento do trato com outros indivíduos, assim como desenvolve o raciocínio jurídico. Ademais, pode ser uma oportunidade de fazer contatos de trabalho.

A carreira de pesquisador também deve ser pensada e repensada. Os programas de Pós-Graduação possuem a possibilidade de dedicação exclusiva com fornecimento de bolsas. Contudo, a obtenção dessa benesse tem sido cada dia mais complicada. Ainda assim, vê-se programas de seleção exclusivos para pesquisadores e apoiados por empresas privadas, em que é ofertada remuneração em troca de exclusividade.

Já quanto as possibilidades do início de carreira de Advogado, muitos Tribunais possibilitam o cadastramento do profissional como dativo. Os defensores dativos ofertam seus serviços em ocasiões em que não é possível a atuação da Defensoria Pública. Para tanto devem ser nomeados em juízo, oportunidade em que serão remunerados pelo Poder Público. O procedimento de inscrição depende dos Tribunais, bem como dos juízes. Para alguns, apenas o envio de simples petição basta. Já para outros, é necessário o comparecimento pessoal.

Além disso, há como o jovem advogado se associar a um escritório de advocacia ou ser empregado deste, bem como atuar de forma autônoma.

Desse modo, diante das possibilidades citadas e inúmeras não citadas, cada indivíduo deve analisar suas prioridades e objetivos para decidir quais rumos trilhar dentro e fora da Advocacia.

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Ana Beatriz Martins da Silva Pedrosa

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