Perspectiva Decolonial

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Raça e afeto: entre a contradição e a subversão ética

No último dia 23, participei da segunda edição do Papo de Homem, uma iniciativa do Movimento Prosperidade Afro, em Belo Horizonte. Essa articulação tem como propósito fortalecer iniciativas, trabalhos e projetos de mulheres negras. Nessa direção, pensando na importância de

Praça Claudio Manoel (Mariana)

Nas engrenagens do racismo: quem tem direito à memória?

Começo utilizando a categoria engrenagem para me referir ao racismo, por considerar, antes de tudo, suas dimensões tecnológicas e estruturais. No que tange à técnica, a raça e, por conseguinte, o racismo operam na fabricação, articulação e disseminação de valores,

violência mulher

A violência de gênero não é uma epidemia

Nos últimos dias fomos atravessados por inúmeros casos de violência contra mulheres. As múltiplas formas de violação — da violência sexual à letalidade — revelam que as assimetrias de gênero, enquanto sistema de organização, exclusão e tipificação injuriosa de corpos,

abuso

Uma criança não pode ser esposa: É vítima

Recentemente, um homem de 35 anos foi absolvido por dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais diante de acusação referente ao crime de estupro de vulnerável. O acusado mantinha uma suposta “relação conjugal” com uma criança — repito:

Quem tem medo do corpo negro?

Com frequência, ouvimos que nossos corpos são políticos. Essa é uma afirmação verdadeira, pois entendemos que no corpo estão inscritas as formas de poder que definem legitimidade e ilegitimidade, presença e ausência, no que diz respeito à humanidade. Há, sobre

Mulher é investigada por injúria racial contra casal de SP em prédio de BH:

Quem, de fato, é nojento?

No último dia 28, um casal de São Paulo sofreu ataques racistas em um prédio no centro de Belo Horizonte. Eneida Aparecida Gusmão e Fábio dos Santos Bouças — a quem direciono minha total solidariedade — foram atacados por uma

ciseterobrutalidade

Quanto valem vidas precarizadas?

As recentes e brutais execuções de Alice Martins Alves e Christina Maciel Oliveira, em Belo Horizonte, evidenciam que a morte continua a ser preanunciada como destino para corpos que desestabilizam as normas hegemônicas e excludentes de gênero. Alice, mulher trans

O “Farrapo Humano”: a letalidade como mecanismo de poder

Categorias como “luto” e “morte” são apresentadas por diversas lentes. Interessa-nos, nesse amplo campo de possibilidades interpretativas, analisar seu caráter público, que, inclusive, se articula à produção e constituição de outra premissa genuinamente política: uma vida legítima. Trata-se, nesse prisma,

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